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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

À Noite


Aperta-me contra o teu peito,
Nesta noite clara.
Venha sem respeito
Pois esta noite é rara.

Nosso império é a cama,
Nossa música é um cadente gemido.
Quando a gente se ama
Infinito é a libido.

Com artísticas posições de loucura,
Nosso prazer não tem hora.
Nosso sexo é arte e cultura,
Aqui, sempre e agora.

Após a explosão...
Eu caio exausto.
Mas você, furacão,
Me estimula para o 2° ato.

Teus excitantes beijos
Percorrem todo o meu corpo.
Fico entorpecido em desejo
E atinjo novamente o escopo.

Logo em seguida, já engatamos a 3ª.
Nossa química está cada vez melhor.
Vamos até a derradeira,
Banhados em suor.

E assim, a noite parece não ter fim;
Retribuo-lhe um orgíaco banho
E aspiro essências do seu edênico jardim.
Devasso, faço tudo, não me acanho.

Ah!... Uma pausa;
Mas ainda famintos.
Nossos corpos são uma só brasa.
É animalescos os nossos instintos.

Por fim,
O nosso corpo adormeceu.
Outra noite sem igual chegou ao fim,
E naturalmente outro dia amanheceu.

Que pena, não diria um problema,
Só que o tempo com você literalmente voa;
Logo cada um tem que ir pro seu sistema.
Fico só na lembrança de uma noite muito boooa!!!

Mas você prometeu:
“À noite, sou toda nua-tua.”
E eu, libidinosamente, serei todo teu.
Eu já fico, aqui, imaginando você nua.

Até á noite, no ninho da nossa casa!
Você prometeu...
Só de pensar, já fico em ponto de brasa....
Anoiteceu...

http://www.google.com.br/ apud recantodasletras.com.br, Acessado em 11 nov 2011

3 comentários:

  1. My brother

    Lampejos poéticos D+
    Lindo poema

    Um abraço.

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  2. Amigo!
    Teu texto me deixou inspiradíssima pra amanhã!
    Doideira pura e gostosa!
    Beijos.

    ResponderExcluir

Muitíssimo obrigado pela sua visita.