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quinta-feira, 6 de junho de 2013

Pouca Luz, Muita Escuridão


A minha comunhão com Deus, com a natureza, com o Pai Luz...
É como fogos de artifício, cintilante;  relampejante; de brilho repentino... 
Porém, logo vem um enorme hiato de escuridão.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Axitragal e Ahnara


Lagartixa na parede do quarto,
Bem acomodada, ela habita atrás do roupeiro.
Carinhosamente eu a chamo de Axitragal.
Aranha no canto da sala;
Suntuosamente instalada
Em sua engenhosa teia.
Carinhosamente eu a chamo de Ahnara.
Axitragal e Ahnara já são de casa
E tem todo o meu apreço.
Elas formam uma dupla infernal
Contra os insetos; “contra os insetos”.
Quando elas pegam um mosquito,
Eu imagino que, pra elas,
Irão saborear um bom-bocado.
Agora quando se trata de uma barata,
Eu imagino que seja um naco de filé mignon.
Em suma, as suas refeições
São uns salivantes acepipes.
É isso aí, uns tem cão
Outros têm gato;
Eu tenho a Axitragal e a Ahnara.
Esses bichinhos espetaculares
Me enchem de orgulho.
Além do mais, não me dão nenhum trabalho
E nenhuma despesa.
Pois eu não preciso levá-los pra passear
E nem tão pouco gasto com ração.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Amor Patológico

          
Eu sei que parece doentio,
Mas eu procuro por você
Em outras alcovas.
É ridículo,
Mas em momentos íntimos,
Sussurro o seu nome no ouvido
De outras.
Da primeira vez
Que isso aconteceu, confesso,
Foi involuntário.
Mas em outras ocasiões
Eu sussurrei e até gritei seu nome
Com o desejo que fosse você,
Ali, ao meu lado, materializada,
Colada ao meu corpo;
De corpo e alma.
Desejo demais, você, novamente,
Junto ao meu ser.
Depois que você partiu,
O vazio do mundo se fez em mim.
O meu coração
Só bate mesmo
Em memória a você.
Você já se posicionou
Que não volta mais pra mim.
Mas não consigo arrancar
Você aqui de dentro.
Como aceitar perder o que mais se ama?
Para assolar meu sofrimento,
Vou continuar me definhando
Nas noites promiscuas das alcovas.





sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Em direção a quê?



Parei pra pensar (talvez tenha sido o meu erro),
Em tudo o que aconteceu
Até agora em minha vida.
Depois de tanto pensar, com pesar,
Cheguei à triste e pessimista conclusão:
Nada aconteceu...
Na real, nada de excepcional acontece faz tempo...
Vivo em círculos;
Cíclica rotina.
Desconexadamente
Eu vou procedendo em direção a quê?
Objetivar objetivos, porventura,
É o que me falta.
É, não vou me entregar, não posso me abater;
E nem me recolher ao silêncio cósmico.
Antes, Irei me juntar ao manifesto uníssono dos vários variados
Que assim como eu não sabem aonde irão parar....
Se paro pra pensar
Nem sempre sai coisa boa.
Preciso repensar o meu movimento.
Quem sabe me engajar em algum movimento anestésico.
Sendo assim, talvez eu seja menos escatológico.
Vou me embriagar, quicá, de poesia.


Imagem: http://covildasalmas.blogspot.com/2011/04/passos-sem-rumo.html

domingo, 23 de outubro de 2011

Nossa Senhora Pretensão


A pretensão é desprovida da razão.
Apesar de ter um lado positivo
Que é a sua autoconfiança,
Ela carece de ser calculista e comedida
Como de fato deveria ser;
Principalmente nos seus atos exagerados.
A pretensão se infla o tempo inteiro,
Mas cedo ou tarde acaba explodindo
E vira migalhas da sua própria arrogância.
Por isso, antes que seja tarde,
Antes que a dita pretensão se aposse do nosso ser,
É coerente nos despirmos de qualquer soberba
Que queira se instalar no nosso álter inconsciente,
E nos vestirmos adequadamente
Com a toga da humildade.


Fonte de consulta: meuladoracional/vezporoutra/caminhacomigo.com.br



sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Déjà Vu

             
A natureza lançou na bela Santa Catarina
Um triste espetáculo.
Deixando um cenário
Tal Ruínas de Guerra.
Com precisão, mansões e casebres
Viraram entulhos.
Corpos inanimados brotam da lama,
Através de personalidades heróicas;
Esgotados fisicamente e psicologicamente,
Mas firmes em prol da vida e da reconstrução.

A irritação da natureza
Bateu em nossas portas.
A mensagem saiu das entrelinhas.
Agora está bem à vista.
O cataclismo desceu os morros,
Invadindo as ruas e os nossos lares.
O quadro é surrealista.

As lágrimas são muitas.
Mas haveremos de superar
E reconstruir a bela Santa Catarina
Que conhecemos.
É hora de mostrar a nossa fortaleza.
Toda ajuda agora é bem vinda.
Todo amor agora não deve ser tímido.
Este momento não há de ser em vão.
Este momento repensará
A miséria da condição humana.
E mudaremos pra melhor.
Amém!

                                   Novembro de 2008



Internautas enviam imagens dos estragos provocados pela chuva intensa em Santa Catarina

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Nóia de Viver


__Vivemos fadados ao fracasso de não sabermos
O que virá acontecer daqui a pouco.
A pergunta que nunca cala:
Teremos outras chances?
Tentamos disfarçar,
Mas essa pergunta, do apavorado subconsciente,
Sempre está no ar.
Essa questão nos assombra,
Intriga o nosso sótão.
Algumas vezes, num momento vacilante,
Por mais ateu que se possa ser,
Apelamos até pra morubixaba.
De qualquer forma
A vida é igual chicle,
Um doce que vai amargando.

__Cara, com essas ideias
 Brochas qualquer ditadura,
Afundarias uma escolta de Titanics,
Aniquilarias a possibilidade
De todo foguete em ir à órbita.
Deixa de lado essas nóias!
Relaxa, curte o lado doce da vida
E deixa rolar o que tem que ser.
Depois a gente vê qual é o preju.
Deixa de lado esses clichês existencialistas!
E fim de papo.


quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Incerto Momento


Tenho a vida pulsando
Entre os meus braços.
Então porque me sinto sozinho,
No escuro,
Com o olhar desnorteado,
Procurando luzes?...

sábado, 13 de agosto de 2011

Tristeza Abissal nos Países Miseráveis


...Eu choro com a criança
Que acaba de nascer.

Eu choro por aquele
Que não tem o que comer.

Eu choro pela  multidão que chora
Por não ter direito a viver.

Eu choro de raiva e de vergonha
De nós, ditos, “seres humanos”.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

360°



Minha cabeça gira a 360°
Diante desse planeta caos.

Minha mente, descaradamente, mente
Ao deduzir que eu sou feliz plenamente.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

MÃOS À OBRA, Ó BRASIL!


Moramos no melhor lugar do mundo.
Mas indiferentemente longe do paraíso.
Vivemos na pressão das circunstâncias,
Ignorando a sustentabilidade do nosso chão.
Mas podemos mudar essa realidade.
Eu sei que tudo, às vezes,
Parece um inferno Dantesco,
Um crudelíssimo pesadelo,
Cada um por si e Deus por todos.
Mas nós, homens de bem,
Não vamos nos deixar cair
Na tentação da corrupção.
E muito menos virar as costas
Pra quem precisa da gente.
Nada de nos acomodar,
Achando que alguém vai dar um jeito
E que a nossa ajuda é desnecessária.
Vamos continuar acordados no sonho,
No sonho de um mundo melhor.
Se sonhamos, é porque é possível
Alcançar esse sonho.
Mas pra isso, com os pés no chão,
Temos Que acreditar
Com toda nossa força e com toda a nossa fé,
Temos que correr atrás do prejuízo.
Chega de esperar!
Chega de belos pensamentos!
Vamos agir!
Vamos ser úteis!
Vamos nos ajudar!
Mãos à obra! Mãos à obra! Mãos à obra!
Mãos à obra, ó Brasil!

sábado, 4 de junho de 2011

Insones Urbanas

Na circunvizinhança cães latem e latem!
Sei que o bicho cão é irracional,
Mas pra que tanta algazarra assim?!
Nas ruas indivíduos, ditos racionais, alucinam e alucinam:
Que “maneiro” motos, multi- cilindradas,
A pleno galopes exorcizam a minha senhora audição.
Noites urbanas,
Todos os decibéis são quebrados,
Todos débeis estão soltos;
Todas as regras da lei do silêncio são banalizadas.
E quem se sentir incomodado,
Que se lasque,
Ou se mude para um ermo qualquer!


sexta-feira, 3 de junho de 2011

Doce Reminiscência



Hoje eu senti uma saudade danada
Dos meus tempos de guri.
Eta! Tempo arretado!
Que delícia, entre outras coisas,
Ler e colecionar gibis,
Álbuns de figurinhas; jogar bafo,
Soltar pipa, andar de rolimã, carretão, patinete;
Brinquedos alternativos
Que inventávamos
Com ótimos custos benefícios.
Brincar de futebol nos campinhos
Ou nas ruas que não eram calçadas
E nem tão movimentadas
Com tantos autos- acelerados,
Era muito maneiro!
Bolinha de gude,
Eu era aficionado.
Eu repelava os moleques lá do bairro.
Modesta parte, eu jogava muito!
Ao chegar da escola,
Eu fazia logo as tarefas escolares
Pra ficar livre e cair nas brincadeiras.
Eu brincava até o varar da tarde.
Ou até a minha mãe me chamar.
Naquele tempo,
As horas pareciam passar lentamente.
Naquele tempo,
O mundo não parecia ser tão violento.
Eu não troco a inventividade lúdica
De outrora,
Pelo entretenimento tecnológico
De agora.
Eu era um moleque de rua,
No tempo em que esse termo
Não era associado à menor abandonado.
Pois nesse tempo as ruas eram seguras;
Um complemento do jardim
Das casas.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Alta Tensão

Nada mais tenso
Que, de madrugada,
Ter que dar descarga
Na privada,
Procurando não acordar
A mulher amada.
Principalmente
Se você acabou
De chegar da rua.

domingo, 17 de abril de 2011

Call Center Interestelar

Fiz uma ligação, do meu celular, para o céu e alguém, depois de vários minutos, me atendeu.
Fui logo perguntando: " Deus existe mesmo?!"
A voz do outro lado me respondeu:" Sim. Mas é óbvio.Mas está indisponível no momento e não tem previsão de quando volta."