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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Gozado SPTZ



Passei por um processo seletivo
Onde havia milhões de concorrentes
Pleiteando uma única vaga.
Ao menos dessa vez era apenas uma vaga.
Fui forte, persistente, astuto, preciso
E muito sortudo.
É claro que tive um “empurrãozinho”.
Não estou dizendo que foi peixada,
Ou que teve marmelada.
Na verdade não sei, ao certo,
Se posso chamar isso de nepotismo
Ou q.i. (quem indica).
Sei lá! Creio que foi uma “forcinha”
Da Divina Providência.
De qualquer forma não vamos desmerecer
O meu desempenho e minha força de vontade
No meio desse fogo cruzado,
Onde supostamente houve muita excitação,
E uma vibrante troca de fluídos
Com odor de Q’boa.
Esse sim, posso dizer,
Foi o vestibular da minha vida.
Por isso que tudo ficou tão claro,
No momento que eu percebi,
Que eu sou um milagre
De carne, osso e espírito.
E há quem ainda não acredite
Em milagres.
Eu sei que sou
E que sempre tornarei a ser.
Pois a vida é muito mais que essa vida.
E viva eu e você!
E viva todo obstinado,
Gozado
E predestinado sptz.

Acesso em 12 setembro 2012

sábado, 14 de janeiro de 2012

Poema de um ex-Noitibó


Já fui um noitibó;
Me recolhia no crepúsculo da manhã,
Me alimentava só de pó...
Vestia máscara de satã...

Agora, da minha cama,
Ouço o galo me despertar,
Mas tem galo sacana
Que não tem hora pra cantar...

É bom viver novamente o dia
Sem óculos-escuro.
Sinto gratificante euforia
Estar maduro pulando o  muro...

Não curto mais grade,
Nem elos de corrente.
“Comigo ninguém pode”,
Era químico acidente...

Não paro mais no tempo,
Aproveito cada momento.
Claro que o processo é lento,
Mas o que importa é o movimento...

Chega de fuga pra escuridão!
Fechar as pálpebras não satisfaz!
A clareza é a mansidão!
Abrir os olhos pra vida é demais!




Acessado em 14 jan 2012



quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Ciclone Catarina (27/03/2004)


Hoje levantei mais cedo,
Com sede de ver o mar.
Antes do sol nascer
Eu zarpei pra cá.


Estou sentado na areia da praia,
Esperando Catarina passar.
Quem sabe, Catarina  me leva deste lugar.
Quero ir pra longe, muito longe,
Prá lá de Bagdá!
Enquanto Catarina não chega,
Eu fico aqui,
Observando chatas gaivotas
Planando no ar,
E ondas batendo nas pedras
Com o seu som xaropemente singular.

De repente, quase sempre, isso acontece comigo,
Me bate uma saudade de algum lugar.
Mas eu não sei de onde...
Imanente também,
Pinta uma saudade de alguém.
Mas eu não sei de quem...

Pois é, continuo aqui, agora, sentado
nas pedras, próximo as  águas,
Esperando algo acontecer.
E nada de Catarina passar!...