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quinta-feira, 9 de junho de 2011

Magnificamente Grávida







À noite notei que a Lua, dessa vez,
Não está cheia por acaso.
Ela está magnificamente grávida
E maravilhada!
No entanto, não está completamente feliz.
Visivelmente ela se encontra um tanto minguante.
Estatisticamente ela teme contribuir
Para o  rol das mães solteiras.
Pois o pai do pequeno Luan ou Luana,
Vive se escondendo da gestante mamãe Lua.
Parece não querer assumir a paternidade
De jeito nenhum.
Segundo as estrelas, bisbilhoteiras,
O pai da criança é o imponente astro Sol.
O affair entre ambos,
Teria ocorrido num desses eclipses parciais.
Mas o Sol auto se tapa com a peneira
E fica incandescente de raiva
Por conta desses “boatos”.
Eu, um simples astrônomo, imparcial,
Não sei de nada.
Só observo, à noite,
Que a magnífica mamãe Lua cheia, tão nova,
Preocupadamente minguante,
Vai ficando cada vez mais crescente.



quarta-feira, 8 de junho de 2011

Nega Gostosa



Que nega gostosa!
Gostosa demais!
Visualmente esplendorosa.
Sem ela eu não vivo mais.

Essa nega é uma tentação,
Eu babo quando a vejo.
Gozosa é a sensação
Quando ela vem saciar o meu desejo.

Que delícia!
Ela é a melhor que eu já comi...
Esperas aí, não pensas malícia.

Essa nega que me satisfaz,
É um bolo de chocolate
Que a minha bela esposa faz.

Poesia - Puro Amor


A poesia
É puro amor
Mesmo sendo inspirada
Na dor.
Pois a dor na poesia
É a carência
Do amor
No dia-a-dia.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

MONÍSTICO



Q   D   +   !!!
ESTOU VIVO! VIVO! VIVO!
SOU CORRELIGIONÁRIO ATIVO
DOS MOVIMENTOS ASTRAIS!


Dionisíaca


Teu corpo exala
O entorpecente cheiro do pecado.
Sem retorno, sem saída,
Você me domina.

Os êxtases são longos,
Você os determina.
Você é meu estimulante,
Você é minha morfina.

Deliciosamente irresistível:
Ninfa do mar,
Tentação do éden,
Deusa do império...

Possua-me,
Me deixe dopado.
Lança logo o teu perfume
Sobre esse escravo tão sincero.

Prolongue esse feitiço,
Mas não se faça de gostosa.
Porque você é muito mais
Do que isso.

sábado, 4 de junho de 2011

Insones Urbanas

Na circunvizinhança cães latem e latem!
Sei que o bicho cão é irracional,
Mas pra que tanta algazarra assim?!
Nas ruas indivíduos, ditos racionais, alucinam e alucinam:
Que “maneiro” motos, multi- cilindradas,
A pleno galopes exorcizam a minha senhora audição.
Noites urbanas,
Todos os decibéis são quebrados,
Todos débeis estão soltos;
Todas as regras da lei do silêncio são banalizadas.
E quem se sentir incomodado,
Que se lasque,
Ou se mude para um ermo qualquer!


sexta-feira, 3 de junho de 2011

Doce Reminiscência



Hoje eu senti uma saudade danada
Dos meus tempos de guri.
Eta! Tempo arretado!
Que delícia, entre outras coisas,
Ler e colecionar gibis,
Álbuns de figurinhas; jogar bafo,
Soltar pipa, andar de rolimã, carretão, patinete;
Brinquedos alternativos
Que inventávamos
Com ótimos custos benefícios.
Brincar de futebol nos campinhos
Ou nas ruas que não eram calçadas
E nem tão movimentadas
Com tantos autos- acelerados,
Era muito maneiro!
Bolinha de gude,
Eu era aficionado.
Eu repelava os moleques lá do bairro.
Modesta parte, eu jogava muito!
Ao chegar da escola,
Eu fazia logo as tarefas escolares
Pra ficar livre e cair nas brincadeiras.
Eu brincava até o varar da tarde.
Ou até a minha mãe me chamar.
Naquele tempo,
As horas pareciam passar lentamente.
Naquele tempo,
O mundo não parecia ser tão violento.
Eu não troco a inventividade lúdica
De outrora,
Pelo entretenimento tecnológico
De agora.
Eu era um moleque de rua,
No tempo em que esse termo
Não era associado à menor abandonado.
Pois nesse tempo as ruas eram seguras;
Um complemento do jardim
Das casas.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Saudade


Dependendo da saudade,
Pinta uma aflição
Que apertadamente arde
O âmago do coração.

Todo mundo tem saudade,
De lugares ou de alguém,
De compromisso ou liberdade,
Da infância ou de um bem.

“Um bem” pode ser uma bondade
Ou pode ser um valor.
Também pode ser saudade
De um inesquecível amor.

A minha saudade sou eu que persigo;
Ela não é de todo ruim.
É um contentamento que está comigo,
Mas fisicamente longe de mim.

Esse sentimento na verdade
Não é uma coisa querida,
Mas sim o querer que tá na saudade
Que marcou a nossa vida.